Pode a força ser a poção da juventude?


Provavelmente nunca imaginou ir ao médico, sentar-se e em vez de ele a pesar e medir altura, dissesse:

“Muito bem, vamos lá sentar e levantar 5x o mais rápido que conseguir e vai apertar aqui este aparelho o mais forte possível, para vermos se vai andar aqui mais uns anos”

O nosso PT, Henrique Bessa, está seguro de que isso não vai acontecer, pelo menos em relação à maneira de falar do médico. Se isso acontecer, troque de médico. Quanto aos testes de força, aí já não tinha tanta certeza.

Um estudo observacional com mulheres entre os 63 e 99 anos (LaMonte et al., 2026), concluiu que maiores níveis de força estavam associados a menor risco de mortalidade por todas as causas.

Os resultados são ainda mais interessantes, quando pensamos que foram equacionados nos resultados variáveis como níveis de atividade física (medida por acelerómetro), comportamento sedentário, velocidade de marcha e marcadores de inflamação sistémica.

Os benefícios de ser mais forte eram observados, mesmo em mulheres que não atingiam os níveis de atividade física recomendados pelas diretrizes.

Estes resultados sugerem que a força muscular é algo que deve ser melhorado e mantido para um processo de envelhecimento com mais saúde.

Por isso, procure ser forte e, se durar anos suficientes para medir a sua força de preensão manual num consultório médico, não se esqueça, leu neste artigo primeiro.

 

LaMonte, M. J., Hyde, E. T., Nguyen, S., Castro, E., Seguin-Fowler, R. A., Eaton, C. B., Miller, C. R., Di, C., Stefanick, M. L., & LaCroix, A. Z. (2026). Muscular Strength and Mortality in Women Aged 63 to 99 Years. JAMA Network Open, 9(2), e2559367. https://doi.org/10.1001/jamanetworkopen.2025.59367